Desculpem a demora. Sei que prometi postar em algumas horas,
pretendia postar até a meia noite que ainda é dia, já que o dia tem 24 horas eu
posso falar que ainda é dia não posso? Posso.
Enfim, tava pensando num jeito de escrever que não me
fizesse chorar... Eu sou muito melosa pow, é difícil escrever sobre certas
coisas. Ainda mais sobre estudos que é algo bem complicado quando se depende
dos pais. No caso, os MEUS pais.
Então, tudo começou com ... (aê gente senta que lá vem
hiiiistóriaa kkkkk) IMD /UFRN.
Mais ou menos desde o final de agosto até setembro do ano
passado. Estavam abertas as inscrições para o curso técnico da ‘Metrópole
Digital’ uma unidade tecnológica que faz parte da UFRN.
“O Instituto
Metrópole Digital tem o objetivo de implantar um pólo tecnológico no campus da
URFN em Natal.”
Eu fiz minha inscrição, e após a confirmação lá pelo mês de
outubro que seria o mês que teria lá uma prova, esperei uma semana antes dessa
prova para anunciar para meus pais que eu (S-O-Z-I-N-HA iria e aos 20 aninhos
de idade..) iria até a capital (Natal/RN que eu não moro lá, mas poderia,
talvez, né, quem sabe uai ^^) num belo domingo ensolarado fazer um tal de
‘Teste de Seleção’ pra entrar lá.
Sabe, que desde que eu estava cursando o 3º ano do Ensino
Médio (huehuehue em 2012 já faz tempo visse kkk), eu ouvi um garoto falando
desse curso, e eu fiquei bem interessada até tentei fazer minha inscrição, mas
meus pais não me apoiaram eu meio que desisti me senti assim tão, sabe, (foi
algo como eu pedindo: Mãe compra pra mim?? ... Mãe: NÃO :c). Mas eu não parei
por aí, continuei tentando, tentei me inscrever pra fazer o último vestibular realizado
pela UFRN. Porém não consegui ganhar a isenção e teria de pagar o valor de R$
150,00 pila pra fazer a prova. E acabou que não tive a chance de ir tentar
fazer o vestibular porque meus pais não teriam esse dinheiro pra me dar porque
pensaram ‘vai que ela não passar, a gente perde essas R$ 150,00 pila que
poderiam ser gastas com alimentação, luz, água e tal’. E desisti. Mais uma vez
pra variar. Foi um ano complicado, eu estava cheia de problemas pessoais, e
meus pais não pensavam em me dar atenção, que eu de fato queria. Achavam apenas
que eu tinha que fazer o que eles mandavam e pronto. Assim tava tudo bem, tudo
bom. Eles até me deixaram fazer o ENEM, mas ainda foi complicado.
Eu não tinha apoio (até hoje não tenho) pra estudar, fazer
um curso nem cursar um cursinho já que estes últimos seriam pagos e as
condições financeiras não ajudam muito. Uma das coisas que meus pais sempre me
diziam era pedir emprego aos políticos quando vierem apertar sua minha mão e
pedir voto... (claro fs#ht% DSF@ que NÃO osh ú.ú), e eles continuavam faça um
Concurso Público, se você passar fica aqui trabalhando. Isso é algo do tipo, ei
não saia de casa, mas trabalhe, quando você me fizer raiva tiro tudo que você
tem e te boto pra fora de casa. Desde os 13 anos eles me dizem pra cuidar logo
em arranjar um emprego e sair de casa... Daí quando você consegue algo eles
dizem que não é seguro, você não pode sair de casa pra algum lugar distante
porque é perigoso. Hoje em dia tem assalto em todo lugar, na frente da minha
casa já aconteceu, não comigo, mas foi em frente a minha casa!
Meus pais querem criar a ideia de que em casa eu estou
segura, mas lá fora não. Eu não devo me afastar, mas se faço algo errado eu já
venho ser ameaçada a ser expulsa de casa. Vejo-me como se fosse um fardo e como
tal eu devo ficar no conforto de casa ouvindo aquilo que mereço (que eles acham
que estão certos), mas se quiser sair ou fizer algo errado (quase tudo é errado
para meus pais) eu perderei tudo o que tenho isso inclui a eles. Incomoda-me o
fato deles não se preocupam em fazer a parte deles. Dialogar. Sinto falta de
falarem comigo, na minha frente tipo olho no olho. Sem dialogo as famílias
morrem Augusto Cury já dizia isso. E a situação piora se seus pais não sabem
conversar, se eles não confiam em você, não acreditam. Minha amiga já dizia
isso, seus pais não confiam em você, mas é claro a gente não tem dialogo! Ouvir
a ideia de alguém não significa que você aceita, mas a respeita. O que não
acontece comigo.
Mas graça aos amigos que tenho, consigo seguir em frente.
Minha amiga Lane conversou com meus pais (ahh ela eles escutam tipo eu nem
ligam pra minha opinião, mas ela né olha aí os preconceito na minha family
u.u), falou que ficaria o tempo todo comigo (e ela ficou mesmo, homi ela me
acordou de 5h15min da manhã
pra eu me arrumar e partir logo pra pegar um busão de 5h30min kkkkkkk medo da bixiga o celular tocando
bem alto as músicas dos meus Bantatan Boys), enfim só assim eles acabaram
deixando, mas minha mãe tava torcendo pra que eu não conseguisse me
classificar. Mas, mal sabia ela que eu iria conseguir. A prova foi em outubro e
mês seguinte foi divulgado o resultado, e foi confirmado, meu nome estava lá na
lista.
Então ‘eu’ ter conseguido aquela vaga mudou minha vida. Eu
saio de casa (não saia antes), ando e conheço lugares que nunca imaginei
conhecer ou visitar. Claro que foi difícil eu conseguir essa proeza. Mas foi um
grande passo. Você vê os outros e se espelha neles tendo a oportunidade de
crescer como pessoa adquirindo experiências ao longo do caminho ao invés de
acumular uma pilha de pedras que não servirão para nada além de nos transformar
em máquinas de aprender. Devemos construir nossa sabedoria. Nós não podemos nos
transformar em um depósito de informações inúteis.
Augusto Cury disse: “Os jovens conhecem cada vez mais o
mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são”. Esvazie sua mente e
seja sensível aos sonhos que existem em seu coração. Você verá que não existem
barreiras, apenas você mesmo. Escute o que seu coração tem a lhe dizer e siga
adiante o caminho de seus sonhos.
OBS: Augusto Cury é um excelente autor, leia ‘Nunca desista
de seus sonhos’ e verá do que eu estou falando.
Xeros vocês se cuidem e até a próxima!
R.A’






